São 365 ilhas no arquipélago de Guna Yala — uma pra cada dia do ano, como todo guia adora repetir. O que os guias falam menos: nada disso é do Panamá na prática. Desde 1925, depois de uma revolução indígena que deu certo de verdade, o povo Guna governa o próprio território. Sem hotel estrangeiro, sem marina, sem jet ski. É exatamente por isso que é bonito.
Como é
Ilhotas de areia branca com uma dúzia de coqueiros, água em tons de turquesa que você jurava serem filtro de foto, estrelas-do-mar na altura do joelho e famílias Guna vendendo lagosta de canoa. A hospedagem é cabana com chão de areia — e uma geração inteira do Instagram fez as pazes com isso.
Como ir
- Terra + lancha: 4×4 saindo da Cidade do Panamá (~2h30) até o porto de Cartí, depois lancha. Bate-volta ou 1-3 noites;
- Taxas: a comarca cobra uns US$ 20-25 de entrada, mais taxinhas por ilha — só dinheiro vivo, não existe caixa eletrônico;
- De veleiro: catamarãs fretados cruzam pra Colômbia por San Blas — a rota clássica dos mochileiros.
A parte honesta
O conforto é rústico: sem ar-condicionado, luz de gerador por poucas horas, comida simples (peixe fresco, arroz, coco). Sinal de celular é boato. Se a sua ideia de paraíso inclui bar na piscina, vá a Bocas del Toro. Se inclui silêncio e a melhor água da sua vida, San Blas ganha por nocaute.
Pensando em algo maior que um passeio? Comece pelo roteiro completo da mudança.
Foto de capa: Ayaita, Wikimedia Commons (CC BY 3.0).
