Parte 4 da série do fundador. Já contei por que saí, o que chequei e como vejo o país como empreendedor. Agora: o dia a dia com números da minha vida.
8. Um dos melhores países do mundo pra aposentados
Quem é aposentado e comprova renda a partir de US$ 1.000/mês entra no programa Pensionado e ganha uma lista enorme de benefícios por lei: 25% de desconto em passagens aéreas e restaurantes, até 50% em hotéis e lazer, descontos em remédios e assistência médica. Somando à estrutura — campos de golfe, condomínios no padrão que americanos e canadenses procuram, lugares como Boquete — é um dos melhores lugares do mundo pra se aposentar.
9. O clima (isso aqui é filtro)
Aqui não faz frio nunca. A mínima é uns 24-25 graus e já é rara; de dia a média fica nos 31-33. É calor de verdade, o ano inteiro. Se você não gosta de calor, esse não é o seu país — melhor saber antes de comprar a passagem. (Gosta de fresco? Boquete existe exatamente pra isso.)
10. Custo de vida com números da minha vida
- Escola: pago cerca de US$ 300/mês pela escola da minha filha;
- Aluguel: varia demais. Morar em lugar muito bom não é barato — mas fora do centro tem coisa ótima e barata: um amigo morava em Playa Dorada, casa de 3 dormitórios num condomínio de frente pro mar, com clube aquático e toboágua, 5 minutos da praia, por US$ 400/mês;
- Mais caro que no Brasil: hortaliças e frutas no mercado convencional (alface, couve, brócolis) — mas existem lugares estratégicos bem mais baratos, tipo o Mercado de Mariscos pro pescado;
- Mais barato que no Brasil: azeite (do bom!), carro — bem mais barato e muito mais fácil de comprar — e roupa, principalmente sem marca. Tanto que você não vê gente mal vestida na rua.
Resumo: o Panamá é um meio-termo. Não é tão barato quanto os EUA em tudo, mas é muito melhor que o Brasil na conta geral. Na média, gasto mais ou menos o mesmo que gastava lá — só que com outra qualidade de vida e outra tranquilidade.
👉 Final da série, parte 5: o que veio depois — offshore, fundação e o legado pros meus herdeiros.
